Tribunal autoriza a DAO Arbitrum a transferir US$ 71 milhões em ETH ligados ao ataque hacker à Coreia do Norte para a Aave.

Juízes Cascalho

Um juiz federal dos EUA autorizou a Arbitrum DAO a transferir aproximadamente US$ 71 milhões em Ethereum congelado para a Aave, marcando um passo importante em um dos maiores esforços coordenados de recuperação do setor de criptomoedas neste ano.

A decisão, emitida pela juíza Margaret Garnett no Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, modifica uma liminar anterior que havia congelado os bens após alegações de que estariam ligados ao Grupo Lazarus da Coreia do Norte. 

Principais lições

  • Tribunal aprovou transferência de cerca de US$ 71 milhões em Ethereum ligados a uma vulnerabilidade explorada relacionada à Coreia do Norte.
  • Os fundos foram congelados após um ataque hacker de US$ 230 milhões à rede DeFi, envolvendo o sistema rsETH da Kelp DAO.
  • A ETH migrará para a Aave para recuperação de dados, mas permanece sujeita a restrições legais.
  • Aave afirma que os bens pertencem às vítimas, não aos agressores.
  • O caso levanta questões jurídicas sobre a recuperação do DeFi e a governança de DAOs.

Juiz abre caminho para votação sobre recuperação judicial

O caso tem origem na exploração ocorrida em 18 de abril na infraestrutura rsETH da Kelp DAO, onde atacantes manipularam um mecanismo entre blockchains e drenaram aproximadamente US$ 230 milhões em ativos vinculados ao Ethereum do ecossistema Aave. Uma parte desses fundos, cerca de 30,765 ETH avaliados em quase US$ 71 milhões, foi posteriormente congelada na Arbitrum depois que membros da comunidade DeFi interceptaram os ativos antes que pudessem ser totalmente transferidos.

A modificação feita pelo tribunal agora permite que os participantes da governança da Arbitrum prossigam com uma votação on-chain autorizando a transferência dos ETH congelados para a carteira de recuperação da Aave.

É importante destacar que a ordem também protege os delegados e participantes da governança de responsabilidade legal relacionada à própria transferência. Essa proteção tornou-se crucial após surgirem preocupações de que os votantes ou contribuintes da DAO pudessem ser responsabilizados por interagirem com ativos vinculados a uma disputa judicial em andamento.

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No entanto, a decisão não define definitivamente a propriedade dos fundos.

A notificação de restrição permanece vinculada aos ativos mesmo após a transferência, o que significa que a Aave não pode implantar ou distribuir livremente o ETH sem potenciais consequências legais futuras, caso o tribunal posteriormente decida dar ganho de causa aos demandantes que buscam indenização por ciberataques ligados à Coreia do Norte.

Aave rebate alegações da Coreia do Norte.

A Aave havia entrado com um pedido de emergência solicitando ao tribunal que suspendesse o congelamento, argumentando que os ativos pertenciam a usuários inocentes do protocolo, e não aos atacantes acusados ​​de realizar a exploração.

A disputa legal se intensificou depois que advogados representando famílias com indenizações por terrorismo não pagas contra a Coreia do Norte alegaram que os fundos deveriam ser tratados como propriedade norte-coreana, pois o Grupo Lazarus supostamente os controlava durante o ataque cibernético.

Aave rejeitou essa interpretação, argumentando que os bens roubados não se tornam legalmente propriedade do ladrão simplesmente por terem passado pelas carteiras do atacante.

“Esses ativos foram recuperados para serem devolvidos aos usuários vítimas do ataque de 18 de abril”, disse Aave em documentos judiciais. “Congelá-los prejudica justamente as pessoas que esse esforço de recuperação visa proteger.”

A empresa também alertou que permitir tais apreensões poderia criar uma perigosa incerteza jurídica para futuras operações de recuperação de DeFi, especialmente em casos em que as comunidades agem rapidamente para congelar os fundos roubados antes que os hackers possam sacar o dinheiro.

Considerações finais

O caso está sendo acompanhado de perto em todo o setor de criptomoedas, pois aborda diversas questões jurídicas não resolvidas relacionadas à governança descentralizada, recuperação de ativos e responsabilidade durante emergências de protocolo.

Por ora, a decisão do tribunal dá à Aave e à coalizão de recuperação DeFi em geral espaço para continuarem a se reconstruir. Mas as ações judiciais restantes significam que a luta pelo Ethereum congelado está longe de terminar.

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Aviso: Este artigo tem caráter meramente informativo e não deve ser considerado como aconselhamento de investimento ou negociação. Nada aqui contido deve ser interpretado como aconselhamento financeiro, jurídico ou tributário. A negociação ou o investimento em criptomoedas acarreta um risco considerável de perda financeira. Sempre realize uma pesquisa completa antes de tomar qualquer decisão de investimento ou negociação.

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